CATÁLOGO DE LIVROS DISPONÍVEIS PARA A VENDA

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LIVRO NOVO DA AUTORA CURRAIS -NOVENSE MARIA MARIA GOMES FOI LANÇADO ONTEM, 27 DE OUTUBRO DE 2016, NA LIVRARIA NOBEL, EM NATAL-RN.

O ROMANCE NA SÉTIMA CURVA DO SOL foi publicado pela 8 Editora.
Teremos lançamento em breve, mas ficará disponibilizado nos seguintes pontos de venda em Currais Novos na Banca de Roberto, em frente aos correios e através deste: www.caatingueirices.webnode.com. Envio para todo o Brasil e exterior.

 

Olá, pessoal!

Mês de Outubro!

Juntos contra o câncer de mama!

 

A terra das meninas peladas pela quimioterapia

            Por Maria Maria Gomes

            

             Todos os dias são de festa para quem acredita em cigarras, rãs que falam, árvores que oferecem frutos e que, no final das contas, são meninas disfarçadas em laranjeiras, além, é claro, de meninos que têm um olho azul e o outro preto. Assim diz a obra infantil do alagoano Graciliano Ramos A terra dos meninos pelados.

            Não tão distante, como em Tatipirun, existem seres humanos semelhantes àqueles de todas as formas e olhos de cores distintas, sobretudo, meninas sem uma das mamas, meninos sem braços e todos sem cabelos porque tomam uma medicação que faz as células boas morrerem, atendendo ao apelo do cérebro - nossa terra primordial- responsável pelos processos criativos da mente.

            Da mesma forma que Raimundo, personagem principal da obra Graciliana, há uma multidão estigmatizada pelo fato de apresentarem plásticas físicas diferenciadas das demais quando estão em processo quimioterápico. São criaturas de diversas classes sociais, caracterizadas como doentes de um mal incurável ou sentenciadas de morte.  Somos nós, protagonistas da vida real, não atores que dão vida a estereótipos criados pelos escritores nas novelas ou gêneros afins.

            O câncer é uma doença que, graças à tecnologia, à ciência e a fé em descobrir caminhos que levem a bons resultados, é curável, especialmente quando diagnosticado a contento.

Em tratamento contra uma patologia mamária, descoberta através de um exame de rotina, estou uma menina pelada; não há pelos por todo o corpo. Para sentir-me mais feminina utilizo lenços, chapéus e toquinhas, acessórios de moda que me ajudam a subir a auto-estima, exigida pela vaidade.

Não saio muito durante o dia para preservar a pele dos efeitos causados pelo sol escaldante do Seridó, também fico mais tempo em casa a fim de evitar possíveis problemas com bactérias. O fato de encontrar-me limitada a atividades rotineiras não significa dizer que estarei fadada ao isolamento ou afastada de grupos sociais, uma vez que o câncer não é contagioso. Todavia é importante compreender que um organismo receptor de substâncias químicas fortes está, naturalmente, com suas defesas fragilizadas e aptas a receber vírus que poderão comprometer a saúde do paciente.

           À parte isso, a terra das meninas peladas pela quimioterapia, está se expandindo em proporções gigantescas. As meninas disfarçadas em laranjeiras vivem no universo da imaginação de Raimundo e nas terras de Tatipirun. As nossas meninas não se metamorfoseiam feito borboletas. Não. Elas procuram meios de ganharem asas por si mesmas, de voarem em busca de soluções viáveis que as livrem da opressão que sentem ao receberem a informação de que estão acometidas de uma doença grave, porém curável. As nossas meninas não são bobas, muito menos “desparafusadas” feito Talima, uma moradora da terra ficcional. Meninas de verdade vão à luta e não têm medo de pronunciar a palavra Câncer, não dizem “aquela doença, Ca” como se a expressão  e essas duas letras juntas afugentassem a doença de si mesmas. Para mim, que estou provisoriamente pelada, Ca não é sigla para ser dita dessa forma. Significa Coração atento.

            Na terra das meninas peladas pela quimioterapia, não há preconceito e nem discriminação. Todas têm o direito de verem girassóis, pensando serem laranjeiras, pirilampos enfeitando carecas, rãs conversando com flores, Raimundos podem visitar o rio das Sete Cabeças sem o receio de vê-lo abrir-se e fechar-se como o Mar Vermelho bíblico. E assim seguimos, guerreando, abatendo dores com o pensamento positivo e incentivando os filhos da terra real a realizarem exames periódicos com a intenção de prevenir para não remediar.

 

 

 

 

 

 

 

A FESTA DE SANTANA DE CURRAIS NOVOS JÁ COMEÇOU!

 

01 de julho (Sexta-feira)

Lançamento da 208ª Festa de Sant’Ana em Natal, no Salão de Eventos da Igreja de Santa Teresinha
19h

03 de julho (Domingo)

Lançamento da 208ª Festa de Sant’Ana, em Currais Novo, após a missa da noite
Local: Aero Clube

EXPONOVOS

Dias 08, 09 e 10
Local: Parque de Exposições Dr. José Bezerra de Araújo

14 de julho (Quinta-feira)

Noite de Autógrafos
Local: Salão Nobre do “Palácio Prefeito Raul Macedo”

15 de julho (Sexta-feira)

Abertura Oficial da 208ª Festa de Sant’Ana, com hasteamento das bandeiras e missa, começando com caminhada, saindo às 18h30min, da Capela de Santa Maria Gorette

16 de julho (Sábado)

22ª Feirinha de Sant’Ana

17 de julho (Domingo)

1ª Feijoada de Sant’Ana
11h, Local: Largo do Tungstênio Hotel
Após a novena, Inauguração dos novos estúdios da Rádio Currais Novos

18 de julho (Segunda-feira)

50ª Festa do Agricultor
Após a novena, 1ª Noite de Leilão de doces e salgados
Local: Pça. Cristo Rei

19 de julho (Terça-feira)

Após a novena, 2ª Noite de Leilão de doces e salgados
Local: Pça Cristo Rei

20 de julho (Quarta-feira)

Comemoração do Dia do Amigo e Show Religioso
Local: Aero Clube

21 de julho (Quinta-feira)

Noite das Madrinhas
22º Jantar da Festa

22 de julho (Sexta-feira)

Festa da Nostalgia
Local: Aero Clube

23 de julho (Sábado)

1º Pedal de Sant’Ana
1ª Noite Maior do Pavilhão de Sant’Ana

24 de julho (Domingo)

2ª Noite Maior do Pavilhão de Sant’Ana

25 de Julho (Segunda-feira)

3ª Noite Maior do Pavilhão de Sant’Ana

26 de julho (Terça-feira)

Dia de Sant’Ana e São Joaquim
9h30min – Missa Solene
16h30min- Procissão de Encerramento e anúncio para 2017
Em seguida o Bolo da Festa, na Pça. Cristo Rei

 
Vlaudey Liberato

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O site CAATINGUEIRICES é um caminho para o visitante acessar os nossos conteúdos sobre A Caatinga. Imagens, poemas, prosas, notícias, artigos e vendas de livros. É só entrar em contato conosco.

Caatingueiros

Caatingueiros

Os habitantes das regiões dominadas pela caatinga são conhecidos como Caatingueiros, por serem assim denominados pelas populações que residem nas áreas de gerais. Na caatinga os solos normalmente são mais férteis, mas, por outro lado, há menor disponibilidade de água. Os caatingueiros desenvolveram a habilidade de cultivar plantas mais resistentes à seca, como o algodão e uma infinidade de variedades locais de feijão, milho, amendoim, mamona, etc. Também desenvolveram a habilidade de criar o gado e manejar pastagens nativas e exóticas, adaptadas às condições de semi-aridez da região (Dayrell, 1998: 73).

Segundo um caatingueiro:

“a Caatinga é assim: ela é um pouco rasteira, mas também é uma vegetação alta. Nessa época do ano [Janeiro] ela está verde, daqui a pouco tempo começa amadurecer, cai tudo as folhas, fica parecendo mesmo Caatinga. Na época de agosto pra setembro, ih! Essa Caatinga aqui é braba, você não vê nenhuma folha. Quanto aos solos, tem região que é plana, tem região que é morrada; quando você pega uma região de serra mesmo, a vegetação diferencia um pouco. Os solos são férteis, é solo de produzir mesmo, de trabalhar mesmo… em algumas regiões você encontra muita pedra, cascalhada, em outras você dificilmente encontra pedra, é aquela terra mais maciça mesmo de cultivo” (Adão Custódio, trabalhador rural de Porteirinha).

Em termos de produção, a Caatinga é muito diversificada: feijão, milho, sorgo, algodão, verduras, frutíferas, mas o que predominou historicamente foi o algodão. De frutas nativas temos o umbu, a pitomba, Jatobá, cagaita, jaca, dentre outras. O catingueiro vende verduras, hortaliças, mandioca, abóbora, batata, milho, feijão, derivados do leite; a Caatinga tem um grande potencial leiteiro (leite, queijo, requeijão, ricota, doce, etc.); também a carne de gado, galinha, porco. Além de muitas frutíferas introduzidas, como o abacaxi, a acerola, a manga, a banana, dentre outras. O caatingueiro compra do geraizeiro pequi, farinha, goma, café, arroz, rapadura, cachaça, muitas frutas, raízes e plantas medicinais, dentre outros produtos.

Além da produção de carne, as áreas de caatinga apresentavam uma tendência à especialização na produção do algodão. Na década de 1980 e 90, a cultura do algodão se constituiu em uma monocultura praticada intensivamente por centenas de agricultores familiares, estimulados pelos preços do produto e pelas facilidades oferecidas pelos programas governamentais. Em poucos anos os agroecossistemas diversificados dos caatingueiros, destinados à produção de fibras, alimentos e criação de animais, cederam lugar à homogeneização dos sistemas considerados modernos (Dayrell, 1998: 88-89). Em 1992, a crise gerada pela entrada do bicudo e pelos baixos preços pagos pelo algodão obrigou a uma drástica diminuição do plantio do algodão. A pecuária de leite foi uma das poucas alternativas que restaram aos camponeses que possuíam uma gleba de terra um pouco maior e que resistiram durante este período crítico, entre eles, os que continuaram apostando na diversidade de cultivos (Idem, Ib:89).

Fonte: “Gurutubanos, caatingueiros e geraizeiros: identidades rurais, terriotorialização e protagonismo”(2008), de Aderval Costa Filho, Mestre e Doutorando em Antropologia Social pela UnB. Leia a íntegra do artigo citado aqui.

Bibliografia citada: 

DAYRELL, Carlos Alberto. Geraizeiros e biodiversidade no norte de Minas: a contribuição da agroecologia e da etnoeconologia nos estudos dos agroecossistemas tradicionais. Dissertação de Mestrado. Andaluzia: Universidade Internacional de Andaluzia. 1998.

 

 

Notícias aos visitantes

Estamos preparando um combo de livros para você presentear no Natal a quem você ama! Aguarde-nos!

(des) oriente
 
Nada me retoma
do tempo das fogueiras:
tiro a roupa, o fogo me espera.
 
Cada certeza e cada afago
são espiãs 
desvairadas.
 
Tenho a dúvida
como inconsciência
do que sou.
 
Cada espera 
é uma esfera 
de luzes e sombras.
 
Não entendo mais de bússolas
estou em estado
de (des)oriente.
 
In O BEIJO DE EROS (Poemas)

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